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HORACE L. HUNLEY A História que ainda não terminou. |
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O inventor
Diagrama
O Hunley já içado |
O Hunley, como é popularmente chamado, com seus apenas 12 metros de comprimento e mirradas 7,5 toneladas de deslocamento, foi o primeiro submarino na História a afundar, em período de guerra, uma embarcação inimiga, fato que só cinqüenta anos depois foi repetido. Este submarino que leva o nome de seu inventor parecia fadado a um final trágico, pois em fase de testes já havia naufragado duas vezes nas quais fez 13 vítimas, uma das quais seu próprio inventor. Na noite de 17 de Fevereiro de 1864, em plena Guerra de Secessão americana, duas embarcações da União, a USS Housatonic e a USS Canandaigua haviam se posicionado ao largo das ilhas Sullivan´s e Morris, na Carolina do Sul, para tentar bloquear o envio de suprimentos para os Confederados. A Housatonic era uma embarcação nova de 1.240 toneladas de propulsão mista vela/vapor e seu capitão Charles Pickering, ciente da possibilidade de ataques havia deixado mais sentinelas de plantão. Como a existência do Hunley era conhecida por meio de informações passadas por espiões e desertores, e providências especiais haviam sido tomadas: os armamentos estavam apontados não para terra mas sim para áreas mais próximas da embarcação; as caldeiras continuamente estavam alimentadas para manter a pressão e os motores estavam em reverso para que, no caso de um ataque, a embarcação pudesse navegar sem o risco de enrosco com as correntes das âncoras. Mesmo com estas precauções, por volta das 20:45 o pequeno submarino, movido pela força de seus 9 ocupantes parte para o ataque a uma velocidade de cerca de 3 nós. Seu intuito era o de fincar abaixo da linha d´água do inimigo, por meio de um arpão, uma carga explosiva de 61 quilos que seria detonada por meio de um cabo, quando o Hunley tivesse se afastado do inimigo.
A presença do Hunley foi notada, mas já quando se encontrava muito próximo da Housatonic. As sentinelas começaram a disparar seus rifles e revólveres, mas protegidos pela água e pela leve blindagem, os ocupantes do submarino nada sofreram. Seu ataque foi eficiente e, quando sentiram o impacto do arpão, todos os homens a bordo utilizaram o resto de suas já desgastadas forças para se afastar. Os tripulantes da embarcação atacada continuaram atirando no inimigo e, minutos depois, sentiram um forte tremor que os abalou, mas nada que se comparasse a uma explosão, nada de fogo ou de partes da embarcação saltando pelos ares. Mesmo assim a Housatonic estava condenada. Um enorme rombo havia sido feito e a água penetrava em grande volume. Não levou mais do que cinco minutos para que afundasse totalmente. A surpresa e a velocidade com que afundou não permitiu nem que todos os escaleres fossem liberados de suas amarras. Mesmo assim apenas cinco tripulantes pereceram. Enquanto isso, os homens à bordo do Hunley comemoravam seu feito e seu comandante, o tenente George Dixon, foi até uma das torretas do submarino e acendeu uma lanterna de magnésio azul, sinal combinado para comunicar aos companheiros de terra os sucesso e o retorno do submarino. Em terra, os companheiros de Dixon comemoraram o feito e aguardaram o retorno do heróico submarino e de sua tripulação. Mas naquele dia o Hunley não terminou sua viagem e desapareceu. Sua viagem foi concluída apenas 136 anos depois. No dia 8 de Agosto de 2000, sob o olhar de uma milhões de pessoas, pois o resgate foi transmitido em cobertura nacional pelas TVs, além de uma multidão que se concentrava em terra e numa frota de mais de 300 embarcações de todos os tipos e tamanhos, o Hunley foi retirado das águas e levado até o porto de Charleston. O projeto que foi criado após a confirmação da descoberta do naufrágio, em 1995, pela equipe da NUMA (National Underwater adn Marine Agency) Foundation, da qual faz parte o famoso escritor de best-sellers Clive Cussler (o criador do Dirk Pitt). A “paternidade” da descoberta é discutida por um arqueólogo que afirma ter encontrado o submarino em 1970. O projeto de resgate e conservação do submarino possui fundos no valor de US$ 17 milhões, provenientes de investimentos do governo americano e do estado da Carolina do Sul, além de grande volume de doações. Muito ainda temos que aprender, aqui no Brasil, com este tipo de resgate. As informações históricas serão imensas, pois até hoje não se conhece a verdadeira causa do naufrágio e o retorno comercial também será elevado, pois em breve tempo vídeos, livros e exposições serão disponibilizados. Marcello De Ferrari. |
Chegada em terra.
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