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O naufrágio do Magdalena |
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| O Magdalena
foi construído para a Royal Mail Steam Packet Company nos estaleiros
Harland & Wolf em Belfast. Lançado ao mar a 11 de Maio de 1948 teve
sua construção terminada em Fevereiro de 1949.
Possuía 17.547 toneladas brutas e media 173,72 m.de comprimento e 22,40 m. de boca. Tinha capacidade para navegar a 18 nós transportando 133 passageiros 1a. classe e 346 de 3a. Partiu para sua primeira viagem de Londres para Buenos Aires no dia 09 de Março de 1949. Esta seria sua primeira e última viagem partindo de Londres. Às 04:41 do dia 25 de Abril, quando retornava para a Inglaterra, bate numa laje submersa no Arquipélago das Tijucas. Imediatamente passageiros e grande parte da tripulação tripulação foram colocados nos botes salva vidas abandonando a embarcação. À tarde o vento aumentou fazendo com que as avarias na embarcação aumentassem devido ao contínuo choque com a laje. Pela noite a embarcação perdia suas máquinas devido ao volume de água que havia penetrado no casco. Como a embarcação não poderia desencalhar por seus próprios meios, optou-se pelo reboque. Como as condições de mar agravavam-se a cada hora e as embarcações que iriam tentar rebocá-la não tinham o porte necessário para tais condições, foi requisitada a presença do Comandante Dorat, um dos grandes rebocadores de alto mar pertencente ao Lloyd Brasileiro. Na manhã do dia 26 os rebocadores Comandante Dorat e Triunfo conseguem passar cabos para o Magdalena e iniciam o trajeto em direção da Baia da Guanabara. O tempo prejudicava ainda mais o resgate, havia muito vento e mar agitado fazendo com que mais dois rebocadores (O Saturno e o Trovão) fosse utilizados. O reboque era extremamente lento e, por volta das 12:30, o grande navio começou a produzir fortes rangidos, prenunciando sua quebra. Os que estavam a bordo verificaram que uma grande fenda estava se abrindo. Em certo momento, a proa que já estava bem alagada e semi submersa, bateu com a quilha no fundo o que fez o Magdalena partir-se em dois. Os rebocadores rapidamente cortam os cabos e começam a resgatar os novos náufragos, o último a ser resgatado foi o capitão de longo curso Douglas Robert Vernon Lee, comandante do Magdalena que desejava afundar com o próprio navio mas que foi convencido por seus tripulantes a se salvar. A proa é ancorada no local onde a embarcação se quebrou, na entrada da Baia da Guanabara defronte a Ilha Cotunduba e a popa é rebocada para a praia de Imbuí em Niterói. Três dias depois a proa afunda definitivamente deixando apenas a ponta do mastro fora da água. Marcello De Ferrari. |
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