O Nanhai n. 1

Marco inicial da arqueologia subaquática chinêsa, esta embarcação
foi localizada em 1987. Uma das agências do Ministério das Comunicações
da China e uma equipe britânica da Maritime Exploration & Recoveries PLC,
buscavam um navio holandês do século XVII, o Rhynsburg, que estaria
naufragado a cerca de 40 Km. da costa.
Durante uma operação de dragagem, foram recuperdos cerca de 200 objetos de porcelana, que infelizmente chegaram
à superfície quebrados, e uma corrente de ouro com quase 2 metros de comprimento e 1Kg. Após a descoberta, os
trabalhos foram suspensos por ordem do Ministério da Cultura e, depois da criação do
Centro de Arqueologia Subaquática da China (ver matéria)
, foram retomados em
2001.
Até o momento foram retirados, pelos arqueólogos, cerca de 4.000 objetos em cerâmica, ouro e prata, além de 6.000 moedas de cobre da dinastia Song (960-1279). Acredita-se que o volume total de objetos a ser retirado será algo entre 60 e 80.000.

Seu comprimento é de aproximadamente 30 metros, sua largura 10 m. e uma altura de 3,5 m. e com cerca de 3800 toneladas. Naufragou a 40 Km. da costa, o que o manteve longe das depredações do patrimônio subaquático que a China vem sofrendo, a cerca de 800 anos.
Além de ser o primeiro naufrágio a ser estudado cientificamente na China, o método a ser utilizado é absolutamente incrível. Ele foi retirado do local onde se encontrava, a 30 metros de profundidade, e foi transportado para um museu onde será estudado dentro d´água.
Par que isso fosse possível, foi construída uma caixa, com placas de aço, que recobriu o naufrágio. Foram instaladas, por baixo do naufrágio, 36 outras placas que selaram a caixa.
No dia 23 de Dezembro de 2007, o maior navio de resgate da China, o Huaitianlong, com sua grua de 109 metros de comprimento, retirou a caixa com o naufrágio do fundo do mar. Cinco dias depois, ele chegou até o museu, que ainda não foi concluído.
Neste museu, será colocado num tanque de 64 x 40 x 23 m., que receberá cerca de 12 metros de água e manterá as condições de temperatura, salinidade e até pressão do local de onde foi retirado, e será "escavado" pelos arqueólogos. Como parte das paredes do tanque serão de vidro, os visitantes poderão observar parte dos trabalhos.