NAUFRÁGIOS NA ÁFRICA
(O MAPA É INTERATIVO)


 LOCAL NOME DATA HISTÓRICO
 

EGITO

 
ALEXANDRIA

Cidade portuária de extrema importância para o mundo antigo. Em toda a sua área existem restos naufragados de embarcações, e de construções, que remontam desde a antiguidade até os séculos mais recentes. 
Com certeza os últimos achados, o palácio de Cleopatra e algumas embarcações da frota de Napoleão (incluindo o do L´Orient) foram espetaculares. 
Para saber mais sobre estas descobertas, dê uma olhada no site:

Frank Goddio Society

TUNÍSIA MAHDIA séc. I a.C.

Embarcação do séc. I A.C, localizada na Tunísia em 1907 por mergulhadores gregos que buscavam esponjas. Transportava esculturas e colunas em mármore. Passou por diversos trabalhos arqueológicos e muito ajudou no estudo das construções navais antigas.

ILHA DE 
SANTA HELENA
WITTE LEEUW 1613

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 ILHAS CANÁRIAS SAN PABLO 10  03  1657

Galeão espanhol que transportava um tesouro em ouro e prata.
Perdeu-se ao largo de Tenerife nas Canárias.

  ÁFRICA DO SUL MERESTEYN 03  04  1702

Fragata holandesa na qual ocorreu um motim. Transportava ouro e moedas.
Naufragou próximo de Saldanha Bay, África do Sul. Seu naufrágio já foi localizado e parte do tesouro recuperado.

  ILHAS MAURÍCIO  SAINT GERAN 15  11  1588

Embarcação francesa naufragada ao largo de Port Louis, nas Ilhas Maurício.
Transportava 18 baús e um barril de moedas em ouro, prata e cobre. Nada pode ser retirado da embarcação, pois rapidamente partiu-se em duas. Já foram encontradas moedas mas, até o momento, a maior parte do tesouro ainda não foi resgatada.

  MOÇAMBIQUE BREDENHOF 06  06  1753

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ÁFRICA DO SUL DE JONGE THOMAS 01  06  1773

De 1150 toneladas, era uma embarcação pertencente a VOC.
Estava indo para a Índia quando, no dia 1 de junho de 1773, encalhou na boca do Salt River em Table Bay.
A embarcação rapidamente começou a desmantelar e as pessoas à bordo se agarravam às estruturas restantes. Muitos tentaram nadar até a costa e poucos destes conseguiram chegar.
Da costa partiram pequenas embarcações para o resgate mas, fato inusitado foi o de um fazendeiro, Wolrad Woltemade que, com seu cavalo, realizou sete viagens até o navio, tendo conseguido salvar 14 pessoas. Em sua oitava viagem, as pessoas em pânico se atiraram sobre ele tendo conseguido mata-lo, bem como ao seu cavalo.

  ÁFRICA DO SUL  GROSVENOR  04  08  1782

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CABO VERDE  HARTWELL 26  05  1787

Embarcação pertencente a EIC (East India Company). Sua carga  incluia, além de relógios, jóias e tecidos, um carregamento de 5.933 quilos de prata pura. Desde o início, sua viagem para a China foi dura, pois uma tempestade a retardou consideravelmente. 
Mas o pior estava por vir. 
Um motim ocorre no dia 20 de maio e, tendo os oficiais ficado sem dormir durante três dias, enquanto mudavam o curso para Cabo Verde onde pretendiam entregar os amotinados, a embarcação encalha num recife a Nordeste da Ilha de Boa Vista. O naufrágio ocorreu rapidamente e toda a carga se perdeu. 
Parte do tesouro foi posteriormente recuperada em duas expedições (1788 e 1790) realizadas pelos irmãos John and William Braithwaite,  mas acredita-se que mais de 50% do total ainda estaja ainda submerso.
Em período mais recente, 1993 a 1996, o grupo ARQUEONAUTAS, regatou centenas de objetos do naufrágio.

MADAGASCAR WINTERTON  20  08  1792

Fragata da East India Company. Partiu da Inglaterra com destino a Madras e Bengala com uma carregamento de moedas em ouro (num valor total de 266.000 libras esterlinas da época segundo o The Times de 23 08 1793) além de 280 pessoas entre passageiros e tripulação.
Tendo chegado até False Bay na África do Sul e lá desembarcado os passageiros, partiu no dia 10 de agosto de 1792 com destino a Índia. Mesmo tendo como preferência passar ao largo de Madagascar, devido ao tempo o capitão decidiu atravessar o canal de Moçambique.
A madrugada do dia 20 de agosto era clara, com ventos moderados e a embarcação navegava numa velocidade de 6 nós quando, por volta das três horas, um enorme choque foi sentido: a embarcação encalhara e estava afundando rapidamente. As oito horas da manhã, a Winterton foi dada como perdida e foram construídas balsas para, junto com as embarcações salva vidas fosse tentado o salvamento das pessoas e da preciosa carga.
Com a chegada da noite, o tempo foi piorando, destruíndo as embarcações salva vidas e fazendo com que muitos se afogassem. De todos à bordo, apenas 53 conseguiram salvar-se.

ÁFRICA DO SUL BIRKENHEAD 26  02  1852

Embarcação de 1918 toneladas construída em 1845 pelo estaleiro Laird Sons de Birkenhead.
Era uma embarcação típica do período de transição entre a vela e o vapor, equipada com dois mastros e duas rodas propulsoras. Construída originalmente como fragata a vela e com o nome de Vulcan, foi recebendo alterações até ser transformada numa embarcação de transporte de tropas e material militar.
Partiu da Grã Bretanha em janeiro de 1852, após diversas escalas para recrutamento de soldados para postos na África e na Ásia. Realizou uma escala na Cidade do Cabo e de lá partiu na noite de 25 de fevereiro, com destino a Port Elizabeth. Levava a bordo 638 pessoas e 30 cavalos além de 250.000 libras esterlinas da época para pagamento das tropas.
Às duas horas da manhã do dia seguinte, encalhou num cabeço não assinalado nas cartas da época, próximo ao local chamado Danger Point. O impacto foi muito forte e os porões foram inundados em poucos minutos. De todos a bordo, apenas 116 sobreviveram.
Atualmente o recife recebe o nome de Birkenhead Rock. 

 ÁFRICA DO SUL ARNISTON 30  05  1815

Construída em 1794, com 1498 toneladas, pertencente à English East India Company.
Estava em viagem de retorno à Inglaterra procedente do Ceilão, de onde partira no início de maio de 1815, transportando passageiros que, em sua maioria, eram soldados feridos e suas famílias. Na noite do dia 30 de maio, encalhou no local chamado Banco das Agulhas e, das 378 pessoas a bordo entre tripulantes e passageiros, apenas 6 conseguiram sobreviver.
Em sua homenagem a cidade de Waenhuiskrans, próxima ao local do desastre, tomou seu nome e mandou erguer um monumento ao mortos.