NAUFRÁGIOS NA EUROPA
(O MAPA É INTERATIVO)


 LOCAL NOME DATA HISTÓRICO
 

ITALIA

 
NAVIOS DE NEMI  séc. I d.C. ver informação detalhada
ITÁLIA GIGLIO séc. III d.C.

Vários foram os naufrágios descobertos nesta ilha italiana. Um dos mais interessantes e que foi chamado de Gilgio Porto, é o de uma embarcação onerária, com um carregamento de ânforas africanas.
Seu descobrimento ocorreu em 1978 a uma profundidade de 38 metros mas apenas em 1984, foram realizadas operações sistemáticas de escavação.

 GRÉCIA ANTYKTHERA séc. I a.C.

Em outubro de 1900, um pequeno barco com pescadores de esponjas parou na ilha de Antikythera e enviou um mergulhador ao fundo.
Apenas 5 minutos depois o mergulhador pede para ser tirado da água. Já a bordo quando retirou o capacete do escafandro, seus companheiros viram sua expressão de terror. Em suas próprias palavras havia caido: " num local onde estava o torso de uma mulher nua morta, podre e sifilitica, cavalos, corpos verdes..." .
Seus companheiros acreditaram que ele ficara louco e enviaram um novo mergulhador que, minutos depois retornou ao barco trazendo o braço corroído de uma estátua de bronze. Acabavam de encontrar o naufrágio de uma embarcação romana, posteriormente datada como sendo do séc. I AC., e de onde foram retiradas diversas estátuas de bronze e mármore, fragmentos de outras tantas.

 REINO UNIDO EL GRAN GRIFON 1588

Não se sabe exatamente em que data naufragou mas era uma das embarcações da "Invencível Armada" espanhola que, após ter sido derrotada, separou-se devido às adversas condições climáticas. Muitas delas terminaram por naufragar em diversos pontos da Grã Bretanha e Norte da Europa.
A "EL GRAN GRIFON" naufragou nas ilhas Shetlands, ao norte da Escócia com um grande carregamento de moedas de prata.
Até hoje, não foi localizado.

  REINO UNIDO  GIRONA 28  10  1588

Era uma galé (grande embarcação mercante ou militar que utilizava remos e velas para a propulsão) militar de cerca 700 a 800 toneladas, com 45,7 metros de comprimento, 18 remos de cada lado que eram movidos por um total de 244 homens. Transportava 102 marinheiros, 196 soldados, 68 voluntários além de pessoas do clero e serviçais, num total de 550 pessoas.
Após ter tido problemas com o leme, que teve que ser substituído pelo reserva, a GIRONA foi atingida por forte tempestade. O novo leme não suportou o impacto das ondas e quebrou-se, deixando a embarcação ao sabor dos ventos e das correntes. Mesmo com grande esforço por parte dos remadores, acabou sendo jogada contra a costa próximo a Lacada Point, County Antrim, na Irlanda do Norte. O choque foi tão grande que a embarcação se partiu em duas, matando grande parte das pessoas à bordo.
Em 1967, Robert Stenuit realizou as primeiras incursões no naufrágio e, terminados os trabalhos, foram resgatados mais de 12.000 objetos, entre eles 405 moedas de ouro, 756 de prata, correntes de ouro (sendo que a maior delas possuí 2,4 m. pesando mais de 2 quilos) e 45 jóias em ouro decoradas com pedras preciosas e pérolas.

  REINO UNIDO  DUQUE DE FLORENCIA 15  11  1588

Galeão de 980 toneladas, 52 canhões e uma tripulação de mais de 500 homens.
Era uma das almirantas da "Invencível Armada", após ter sido perseguida por uma esquadra inglêsa, consegui fugir, graças ao mau tempo, até as costas da Escócia. No dia 2 de setembro de 1588, consegue entrever na neblina a ilha de Mull e tenta se dirigir até a baia de Tobermory. A idéia do capitão Don Pereira era a de fazer aguada, conseguir suprimentos e retornar o mais rápido possível até a Espanha.
Quando aportou na baia, encontrou dois clans escoceses em grande disputa eram os MacLean de Duert e os MacDonald de Ardnamurchan. No castelo dos Mac Lean, Don Pereira tentou conseguir os suprimentos e ficou acordado que os teria, e a um bom preço, apenas se os ajudasse a combater o outro clan, com seus soldados. Assim foi feito e os MacDonald foram vencidos.
Não se sabe exatamente onde começou a discórdia entre Don Pereira e Sir Lachlan MacLean, chefe do clan mas o que se conhece da história nos diz que, temendo por sua segurança, Don Pereira quando recebeu a bordo da DUQUE DE FLORENCIA Donald Glas MacLean, primo de Sir Lachlan, resolveu retê-lo até que estivesse afastado o suficiente da costa. Ao que tudo indica o rapaz, entrando em pânico ao ver a embarcação espanhola levantar âncoras, conseguiu se apossar de um archote e lançou fogo ao paiol de pólvora, fazendo com que o galeão explodisse e naufragasse logo após de sua partida.
Além da elevada perda de vidas, a embarcação foi ao fundo com um tesouro de 35 milhões em dobrões de ouro que eram o pagamento dos soldados da frota espanhola.
Até o momento muito pouco foi resgatado da embarcação: um canhão de bronze, decorado por Benvenuto Cellini, balas de canhão, alguns mosquetes, lâminas de espada e alguns dobrões mas o grosso do tesouro nunca foi localizado.

  REINO UNIDO HOLLANDIA  13  07  1743

Construída em 1742 para a VOC, tinha 750 toneladas. Partiu no dia 3 de julho de 1743 de Texel, acompanhado de outras duas embarcações, para sua viagem inaugural até Batavia.
Transportava além do pagamento para os marinheiros e soldados, 12 cofres de moedas em ouro e prata que deveriam ser entregues ao governador de Batavia.
As embarcações encontraram forte tempestade ao sair do canal da Mancha o que fez com que a HOLLANDIA, perdesse a rota e fosse naufragar nos rochedos ao largo de Gunner Rock nas Ilhas Scilly. Todos a bordo, cerca de 195, pereceram.
Em 1745, a VOC contratou John Lethbridge para resgatar os valores a bordo. Mas as condições do local só permitiram que os escafandristas localizassem o naufrágio a mais de 30 metros de profundidade, sem nada resgatar.
Apenas em 1971, um grupo comandado por Rex Cowan conseguir novamente localizar os restos da embarcação e deles retirar cerca de 35.000 moedas de prata.

  REINO UNIDO  AMSTERDAM 26  01  1749

Construída em 1748, a embarcação mercante de 700 toneladas Amsterdam partiu, em janeiro de 1749, para a Indonésia levando à bordo 200 tripulantes, 100 soldados e 5 passageiros. Sua carga consistia em suprimentos para o entreposto comercial holandês em Batávia (atualmente Jakarta) além de vinho, gin e 28 cofres com moedas em prata.
A embarcação fora construida pela VOC e possuía os mais modernos equipamentos náuticos da época. Após ter combatido duramente contra uma tempestade durante 9 dias, onde o número de mortos chegou a 5 por dia, o comandante viu-se obrigado, segundo algumas fontes quase que literalmente pois foi vítima de um motim, a encalhar a embarcação para salvar as pessoas à bordo.
Seu naufrágio ocorreu no dia 26 de janeiro, próximo a Hastings. Quase todas as pessoas à bordo foram salvas, bem como grande parte do carregamento, mesmo que a embarcação tivesse sido saqueada logo depois do naufrágio.
Tendo-se rapidamente entrerrado na areia, quaisquer tentativas de resgate foram abandonadas e, apenas em 1969, o que restou do naufrágio foi encontrado. Realizou-se então uma campanha arqueológica.

  REINO UNIDO  H.M.S. COLOSSUS  13  12  1795

Navio de guerra britânico, construído em 1787. Participou da batalha do cabo St. Vincent onde foi gravemente danificada. Sem ter sido reformada passou a ser uma nau de apoio da armada do Almirante Nelson e foi-lhe ordenado o retorno para a Inglaterra, mas antes unindo-se a um grupo de embarcações mercantes que estavam em Portugal.
Em sua viagem de volta, acompanhou a VANGUARD, nau almirante de Nelson até Nápoles. Estando na Itália, Sir William Hamilton, enviado extraordinário da rainha na corte de Nápoles, preocupado com a recente invasão de Napoleão ao norte da Itália, pediu ao almirante Nelson que sua coleção de estátuas de mármore e de bronze, além de cerca de 1000 vasos gregos e romanos antigos, fossem levados para a segurança na Inglaterra. Tendo sido atendido, suas obras de arte foram embarcadas na COLOSSUS que partiu para Lisboa.
De Portugal zarpou no dia 25 de novembro de 1795 acompanhando outras oito embarcações. Devido ao mau tempo, a pequena frota alterou sua rota em direção das ilhas Scilly. O tempo piorava, o que obrigou ao comandante procurar abrigo na baia de St. Mary, na ilha de St. Mary.
Tendo lançado âncoras para enfrentar a tempestade que se aproximava, estas não aguentaram e a embarcação bateu com o fundo seguidas vezes, abrindo fendas no casco por onde a água entrou rapidamente. No dia 13 de dezembro, a água cobriu totalmente o navio. Todos a bordo se salvaram.
Em 1974 uma expedição localizou 3 âncoras e uma grande quantidade de objetos espalhados pelo fundo e entre as rochas. Após um longo trabalho de escavação, foram encontrados os restos dos vasos.
Foram coletados 35.000 cacos de vasos gregos, que foram tratados e recompostos seguindo desenhos existententes. Um destes vasos recompostos pode ser visto no British Museum e recebe o nome de "Vaso do Colossus".

 REINO UNIDO  EARL OF ABERGAVENNY 03  02  1805

Embarcação de três mastros e 1400 toneladas, armada de 30 canhões, construída em 1796 para fazer parte da frota da EIC. (English East India Company) na rota entre a Grã Bretanha e a China.
Partiu de Portsmouth no dia 1 de fevereiro de 1805 junto a outros quatro mercantes e a uma fragata. Transportava 160 tripulantes, 59 soldados da EIC, 100 soldados do exército real, 51 passageiros e 32 trabalhadores chineses. Como carga: 67.000 libras esterlinas em moedas de prata; um carregamento de 62 caixas, pesando um total de 200 toneladas e cheias de estanho, cobre, chumbo e ferro; porcelanas, vinhos, liquores e vidros.
As 15:00 do dia 3, quando procurava abrigo contra o mau tempo, encalhou no Shambles Bank, uma grande área rochosa ao largo de Portland Bill. Uma hora depois, a tripulação conseguiu desencalhar a embarcação mas foi verificado que um grande rombo fora feito no casco e que o nível da água nos porões passara dos 15 cm. para 1,8 m em menos de 1 hora.
Mesmo com o mau tempo, tentou-se baixar os escaleres para salvar as pessoas a bordo. Vários viraram e muitos se afogaram. A situação tornou-se crítica, com muitas pessoas se agarrando aos mastros e, por volta das 23:00, o mar que havia engrossado, faz com que a embarcação afunde numa profundidade de 22 metros. Das mais de 400 pessoas a bordo, 271 morreram e, dos passageiros, apenas 5 se salvaram.
Doze dias após o naufrágio, as operações de resgate começaram e no dia 28 de março de 1806 foram encerradas com um resultado totalmente favorável, todos os valores a bordo foram resgatados, bem como grande parte da carga.

 REINO UNIDO ROYAL CHARTER  25  10  1859 

Construída em 1855, com 2719 toneladas, tinha a bordo 112 tripulantes e podia transportar até 500 passageiros. Era uma embarcação veloz, que chegou a fazer uma viagem de Liverpool até Melbourne em 59 dias.
No final de agosto de 1859 estava em Melbourne pronta para partir para a Inglaterra, leva um carregamento de 68.397 onças em lingotes, moedas e pó de ouro, transportava também 376 passageiros. A maioria dos passageiros eram mineradores que retornavam com o produto de suas escavações: ouro encontrado em Ballarat Mines.
Tendo partido no dia 26 de agosto, em 24 de outubro chegou na costa da Irlanda e fez uma escala em Queenstown. A apenas 1 dia de viagem do porto de destino, Liverpool, foi colhida por uma forte tempestade. Por volta das 18:30, quando estavam a apenas 60 milhas da chegada, os ventos eram força 10, já as 20:30 os ventos haviam atingido força 12 e os motores não conseguiam vencer o vento e o mar. Foram jogadas âncoras mas, por volta da 01:30 as correntes se partiram, permitindo com que o mar atirasse a ROYAL CHARTER contra a costa, num rochedo a apenas 50 metros de terra.
O pânico foi intenso, ondas com mais de 10 metros atingiam a embarcação, arrastando as pessoas para o mar, os mastros foram cortados para se tentar levar as pessoas para terra, dezenas delas já haviam sido tragadas pelas ondas. Pelas 8 horas da manhã, quase nada restava da embarcação e os rochedos na costa estavam cobertos de homens, mulheres e crianças mortas. Podia-se ver que muitos dos afogados levavam presos à cintura cintos com o ouro que haviam tentado salvar, e que os fizera morrer.
Em diversas expedições, que aconteceram desde o mês seguinte ao naufrágio, foram recuperados cerca de 70 % do tesouro.
 

 ESPANHA GALEÕES DE VIGO 23  10   1702

Em 1702, as frotas de Tierra Firme e da Nueva España se aproximam da Europa, tendo partido de Havana. Dentro de seus galeões, enormes riquezas: ouro em lingotes, prata em barras, milhares de moedas em ouro e prata, madeiras raras, pedras preciosas e pérolas.
Chega-lhes a notícia de que Cádis estava isolada por uma frota anglo-holandesa. Acompanhada por navios de guerra francêse, a frota se recolhe na baia de Vigo. As notícias da chegada das frotas do ouro também chega aos ouvidos dos inimigos e estes então também se dirigem para Vigo.
No dia 23 de Outubro de 1702, as duas esquadras se encontram e a frota franco-espanhola é dizimada. Muitas embarcações são afundadas durante a batalha, outras são tomadas pelo inimigo e, muitas delas são encalhadas e incendiadas pelos próprios espanhóis. A batalha havia sido renhida, a frota franco-espanhola perdeu cerca de 2000 homens, entre mortos e feridos, a anglo-holandesa cerca de 800 e muitos outros ainda morreram quando tentavam saquear as embarcações que afundavam e que acabavam por levá-los consigo.
Mergulhadores ingleses logo no dia seguinte tentaram recuperar ouro dos galeões afundados mas, para a época e para os equipamentos que dispunham, a profundidade era muito grande.
Expedições se sucederam continuamente até os dias de hoje e, mesmo assim apenas pequena parte dos tesouros que restaram foi resgatada.

 SUÉCIA KRONAN 01  06  1676

KRONAN, que literalmente quer dizer "Coroa", foi a almiranta da frota real sueca e também o orgulho do rei Carlos XI. Foi a maior embarcação da época, com 2350 toneladas e armada com 126 canhões. Foi lançada ao mar em outubro de 1665, após sete anos de construção.
No início de 1676, a Holanda e a Dinamarca enviaram uma frota contra a Suécia e, a KRONAN, comandando uma frota, partiu para o combate com cerca de 550 marinheiros e 300 soldados. A batalha durou dois dias, 25 e 26 de maio, e durante os combates, um vento forte fez com que a almiranta se inclinasse demasiadamente, permitindo a entrada de água pelas portinholas dos canhões. Antes que o adernamento pudesse ser corrigido, uma grande explosão a atingiu, talvez ocorrida devido a um tiro do inimigo. Em poucos minutos naufragou, levando consigo a maior parte dos tripulantes e soldados.
O naufrágio foi localizado em 1980, por Anders Frenzen (que também foi quem localizou o VASA), com o auxílio de um side scan sonar e um magnetômetro.

 PORTUGAL AS CINCO CHAGAS 14  06  1594 

Carraca portuguesa, de cerca 2000 toneladas e armado com 32 canhões. Partiu de Goa, na Índia, no ano de 1953 com destino a Portugal. Transportava mais de 1.000 pessoas entre passageiros e tripulação e escravos embarcados em Luanda durante uma escala. Além destes levava valiosa carga: pérolas, pedras preciosas, lingotes de ouro e moedas de ouro e prata.
No dia 13 de junho de 1594 ao se aproximar das ilhas dos Açores, foi atacada por três corsários ingleses. A batalha durou toda a tarde, com pesadas perdas para ambos lados.Num destes ataques, a embarcação portuguesa se incendiou. O fogo durou toda a noite até que, com as primeiras luzes do dia, o paiol de pólvora foi atingido pelas chamas e explodiu.Os que escaparam da explosão, caindo ao mar, foram atacados pelos ingleses a tiros e golpes de lança. De todas as pessoas à bordo, apenas 13 sobreviveram.
O naufrágio da CINCO CHAGAS até hoje não foi localizado e provavelmente se encontra a algumas milhas ao largo do promontório ocidental da ilha Faial, nos Açores.

PORTUGAL

Região Autonoma da Madeira

SLOT TER HOOGE 1724

Tendo partido da Holanda no dia 19 de novembro de 1724, em direção a Batavia, com uma tripulação de 250 pessoas, logo encontrou forte tempestade. A embarcação, pertencente à VOC, comandada pelo capitão Steven Boghoute, lutou bravamente, com suas 850 toneladas, contra os fortes ventos mas, finalmente estes venceram e a empurraram sobre a pequena ilha de Porto Santo, próximo a ilha da Madeira. Dos que estavam a bordo, apenas 33 sobreviveram.
A própria VOC contratou John Lethbridge para tentar salvar a carga. O naufrágio se encontrava a 18 metros de profundidade e, utilizando um aparelho de sua invenção, Lethbridge conseguiu resgatar 3 toneladas de lingotes de prata além de 3 grandes cofres com moedas.
Apenas em 1974, Robert Stenuit retornou ao local para tentar resgatar o que, no tempo de Lethbridge, ficara enterrado na areia. Diversos objetos foram resgatados, incluindo canhões e um dos cofres com barras de prata. 
Todos os objetos resgatados permaneceram retidos na Alfândega de Funchal até 1980 quando, depois de uma batalha jurídica, foi comprovado que Stenuit e os Países Baixos (sucessores na propriedade da Companhia das Índias Orientais) eram os donos por direito dos achados.

TURQUIA SUBMARINOS U-19, U-20 E U-23 1944 Segundo declarações recentes, foram localizados 3 submarinos alemães da Segunda Guerra Mundial, na costa da Turquia.

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