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Rainha
dos Anjos |
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Nos
séculos XVII e XVIII, o
Brasil era a uma das mais importantes rotas marítimas coloniais. A
localização geográfica, fez com que o Rio de Janeiro se tornasse um
ponto de parada para navios que
faziam o percurso da Ásia à Europa. O Rainha
dos Anjos, navio do século XVIII armado
com 55 canhões, partiu da China rumo a Lisboa contendo além
da carga geral, presentes da corte chinesa para o Papa Clemente XI, e
o Rei de Portugal, D. João V. destes, vidros e porcelanas de
interesse histórico excepcional, fabricados na oficina do Palácio
Imperial. Em sua escala no Rio de Janeiro, o navio foi a pique por uma circunstância bastante prosaica: uma vela fora esquecida acesa em seu porão causando um incêndio, que apesar dos danos não deixou vítimas. Atualmente existe uma pesquisa para sua localização e futuro resgate. A
pesquisa foi bastante
elaborada, contando com experts como Denis Albanese (que vem pesquisando
esta nau há 20 anos) e Emily Byrne Curtis, referencia
em vidros e porcelana e historiadora
americana, que aponta
algumas curiosidades do período em que o imperador chinês Kangxi ( 1662
a 1722 ) esteve no poder. Todavia,
o trânsito de navios nesta baía sempre foi muito intenso e os 300 anos
numa área portuária fizeram de suas águas e seu fundo um lugar com
muito lixo. Além disso, há vários esgotos que por ali desembocam. Tais
fatos deixam a procura ainda mais instigante e exige dos envolvidos muito
conhecimento de causa. Os
organizadores confeccionaram um livro tendo como principal foco o registro
histórico. A iniciativa é uma parceria da agência Media Mundi, com
Denis Albanese, realizador de vários resgates na costa brasileira; que
tem entre seus feitos a descoberta do Wakama.
O detalhe é que quando descobrira o navio, ao largo de Búzios,
Albanese utilizou apenas uma pequena embarcação para encontra-lo.
Loic Gosselin, Diretor
Executivo da Media Mundi, faz
questão de salientar a importância do que seria o resgate da carga da
Rainha dos Anjos para o país. “Esta
é uma oportunidade única de resgatar o patrimônio histórico da Baía
de Guanabara”, diz. "Sabemos
que o navio explodiu e que tinha 55 canhões, a maioria em
bronze. Além disso, o
Rainha trazia, como de costume, uma carga muito importante de porcelana de
encomenda”, explica Albanese com a carisma de quem doou uma participação
substancial de todo material de naufrágios encontrado por ele no Brasil,
ao Museu da Marinha do Rio
de Janeiro. “Com a explosão, uma parte foi quebrada e produziu milhares de cacos. Então, se nós encontrarmos uma quantidade grande de cacos saberemos que estamos perto", completa Albanese. Para
adquirir o livro através da Media Mundi, via Email: info@mediamundi.com.br
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