Localizados, na Austrália, os naufrágios do HMAS Sydney e do DKM Kormoran
Uma grande operação de localização, que custou US$ 3.900.000, financiada pelo govêrno australiano, culminou com a localização das duas embarcações.
O HMAS Sydney
(de 7.300 toneladas) e o DKM Kormoran (alemão, de 9.400
toneladas) enfrentaram-se em batalha no dia 19 de Novembro de
1941 e ambos afundaram. Todos os 645 tripulantes do Syney pereceram,
tornando seu naufrágio como o de maior tonelagem perdido com
todos os tripulantes durante a guerra. Dos 397 tripulantes do Kormoran,
317 conseguiram se salvar e chegar na costa australiana, onde
tornaram-se prisioneiros de guerra.
Foram
localizados 14 milhas um distante do outro e a uma profundidade
de aproximadamente 2.470 metros.
As buscas foram iniciadas devido a um inquérito parlamentar, efetuado em 1999, no qual decidiu-se aceitar como verdadeiras as informações prestadas pelos sobreviventes do Kormoran, que afirmavam estar o Sydney ainda navegando, mesmo tendo sido atingido primeiro por disparos dos canhões e por um torpedo do navio alemão.
Como as informações não eram muito precisas, mesmo tendo sido aceitas, um projeto de localização dos naufrágios foi iniciado, estando sob o comando de David Mearns, que já havia participado na localização dos naufrágios do cruzador britânico HMS Hood e do encouraçado Bismarck, naufragados no Atlântico Norte, também em 1941.

Imagem de side-scan sonar do naufrágio
do Kormoran