a CAÇA AOS TESOUROS SUBMERSOS

Quando falamos com alguém sobre embarcações naufragadas, fatalmente surgirá a pergunta:
E tesouros, você já encontrou ?

Esta correlação naufrágios / tesouros é muito acentuada, não só por nossa atração pela aventura, bem como por contos que lemos durante a infância, além do importante fato de que é muito mais provável que a mídia, seja ela qual for, anuncie o descobrimento de um naufrágio onde se presume estar uma fortuna em ouro, prata e pedras preciosas do que o árduo trabalho desenvolvido por arqueólogos e técnicos ao pesquisar os restos de uma embarcação com mais de 1000 anos.

Quem não ouviu falar da recuperação do tesouros do Atocha ou do Central América ?

A recuperação do que foi perdido no mar é tão antiga quanto os próprios naufrágios. Este resgate e conservação de peças retiradas dos naufrágios eram, por muitas vezes, para poder reutilizar os objetos, como é o caso dos canhões (especialmente os de bronze), bem como para colher, ou reaver, objetos de valor monetário, como a prata, ouro, pedras preciosas. Inicia-se aí a “Caça ao Tesouro “ que hoje se tornou um grande mercado, legal e ilegal, em todas as partes do mundo, criando sérias discussões entre os investidores e os acadêmicos quanto à retirada de objetos.

Com o grande desenvolvimento tecnológico que vem ocorrendo, equipamentos como ROV, Side Scan Sonar, Sub Bottom Profiler e Próton Magnetômetro, vem permitindo a busca em áreas mais extensas e profundas.

Vários são os projetos em andamento e, sempre que possível, irei falar sobre eles.

Marcello De Ferrari

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